Dr. Fernando Chiodini – Cardiologia e Cardiologia intervencionista em Adrianópolis Manaus

– O infarto é uma das principais causas de morte em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto no Brasil a cada ano, sendo que cerca de 30% não sobrevivem.

– Esse número alarmante reforça a importância de reconhecer os sinais e buscar ajuda rapidamente.

– Apesar de ser uma doença grave e muitas vezes letal, é importante entender que, com informações corretas e cuidados adequados, é possível prevenir e tratar essa condição.

– Neste artigo, vamos explicar de maneira simples o que é o infarto, os sinais de alerta, como é tratado, as possíveis sequelas e a importância do acompanhamento médico após o episódio.

Qual é o médico que cuida do infarto e investiga dor no peito?

– O Cardiologista é o especialista em diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes com infarto e suas complicações.

– O Dr. Fernando Chiodini é médico cardiologista formado pelo melhor hospital especializado em cardiologia do país : Instituto do Coração da USP.

– Possui grande experiência no assunto, inclusive doutorado em andamento nesta área e publicações científicas nacionais e internacionais.

– Além disso, o Dr. Fernando é cardiologia intervencionista (também conhecido como hemodinamicista) formado pela USP. Especialista em realizar procedimentos minimamente invasivos para o tratamento do infarto, como o cateterismo cardíaco e angioplastia coronariana. Para saber mais sobre isso, CLIQUE AQUI.

Acompanha vários pacientes com infarto, avaliando de forma individual o melhor tratamento para seu controle. Também atua prevenindo e identificando as complicações dessa doença tão comum.

Veja algumas opiniões de pacientes reais do Dr. Fernando

Toda Dor no Peito é Infarto?

– A dor no peito é um sintoma que pode ter diversas origens e nem sempre está relacionada ao infarto.

– No entanto, como pode ser uma condição grave e potencialmente fatal, é essencial entender quando essa dor pode ser um sinal de alerta.

Muitas outras doenças podem provocar dor no peito. Aqui vamos descrever as 11 principais causas:

  1. Infarto e obstruções nas artérias do coração
  2. Arritmias cardíacas
  3. Doenças da aorta
  4. Inflamação do coração: Pericardite e Miocardite
  5. Refluxo gástrico e gastrite
  6. Lesões e inflamações em costelas, cartilagem e músculo na região do tórax
  7. Doenças pulmonares: Pneumonia e trombose pulmonar
  8. Herpes Zóster na região do tórax
  9. Crise de ansiedade e Ataque de Pânico

– Cada doença descrita acima apresenta suas próprias características e apresentação clínica.

– Saber diferenciar esses tipos de dor é fundamental para chegar a uma conclusão e tratamento adequado.

O que é o infarto ?

– O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração fica muito reduzido ou até mesmo totalmente interrompido.

– Geralmente isso ocorre por causa de um bloqueio devido placas de gordura nas artérias do coração. Isso pode causar danos graves ao músculo do coração e, em casos extremos, levar à morte.

Quais são as pessoas que tem risco de infarto?

Os principais fatores de risco que aumentam a chance de infarto são:

  • Idade avançada,
  • Histórico de infarto ou AVC na família
  • Tabagismo
  • Diabetes
  • Colesterol alto
  • Hipertensão arterial
  • Sedentarismo e Obesidade

Principais Sintomas do Infarto:

– Os sintomas de um infarto podem variar de pessoa para pessoa, mas existem sinais clássicos que devem acender um alerta. Os mais comuns são:

  • Dor ou desconforto no peito: Geralmente descrita como uma sensação de aperto, peso ou queimação e geralmente persiste por mais de 10 minutos.
  • Dor que irradia: A dor pode se espalhar para os braços (especialmente o esquerdo), ombros, mandíbula, costas ou abdômen.
  • Falta de ar: sensação de dificuldade para respirar, mesmo em repouso.
  • Suor frio: sudorese intensa e inexplicada.
  • Náusea ou vômitos
  • Tontura ou desmaio: Devido à queda da pressão arterial.

– Os sintomas podem ser mais sutis, como uma dor leve ou apenas um desconforto generalizado. Por isso, qualquer sinal incomum deve ser avaliado.

Quais são os exames para diagnosticar infarto e a dor no peito?

Diagnosticar o infarto de forma rápida e precisa é essencial para iniciar o tratamento adequado. Existem vários exames que ajudam os médicos a identificar o infarto e avaliar a gravidade do problema.

– Os mais importantes são:

Teste Ergométrico:

– Também conhecido como teste de esteira, avalia a resposta do coração ao esforço físico.

– É utilizado para identificar isquemias (redução do fluxo sanguíneo) que podem indicar risco de infarto em situações específicas.

Cintilografia do Miocárdio:

– Este exame utiliza uma substância radioativa para avaliar o fluxo sanguíneo no coração em repouso e durante o estresse (físico ou induzido por medicamentos).

– Ele ajuda a detectar áreas do coração que podem estar sofrendo com falta de oxigênio.

Angiotomografia de coronárias:

– A tomografia das coronárias é um exame não invasivo que cria imagens detalhadas das artérias do coração.

– Ela identifica placas de gordura ou calcificações que podem obstruir o fluxo sanguíneo.

Tomografia com escore de cálcio.

– Este exame não invasivo quantifica o cálcio presente nas artérias coronárias, indicando o grau de calcificação e o risco de obstruções que podem levar ao infarto.

– Ela é especialmente útil em pacientes assintomáticos com fatores de risco, como colesterol elevado, diabetes ou histórico familiar de doenças cardíacas´

– O resultado do exame é apresentado como um número no qual reflete a extensão e gravidade do acúmulo de cálcio.

– Valores baixos indicam baixo risco, enquanto scores elevados podem sinalizar a necessidade de exames mais detalhados.

Ecocardiograma sob Estresse:

– Combina ultrassom e indução de estresse (físico ou medicamentoso) para avaliar a função do coração e identificar áreas com fluxo sanguíneo comprometido.

Cateterismo Cardíaco:

– Considerado o padrão-ouro para o diagnóstico de infarto, este exame invasivo permite visualizar diretamente as artérias coronárias.

– De uma maneira simplificada, um cateter é introduzido até o coração e um contraste é injetado para identificar bloqueios e determinar a necessidade de tratamentos como angioplastia.

– Caso queira saber mais sobre o cateterismo cardíaco, CLIQUE AQUI

Esses exames são escolhidos com base na situação clínica do paciente, e a combinação deles permite uma análise completa e assertiva.

Tratamento do Infarto e da dor no peito

– O tratamento imediato do infarto é essencial para salvar vidas. O primeiro passo é buscar ajuda médica o mais rápido possível. Ligue para o serviço de emergência (192) ou vá para um hospital imediatamente.

– A rapidez no atendimento pode reduzir drasticamente os danos ao coração e aumentar as chances de recuperação completa.

Os principais tratamentos incluem:

Remédios

 – Medicamentos que ajudam a dissolver os coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo:

  • Antiagregantes plaquetários
  • Antagonista do receptor de adenosina difosfato
  • Trombolíticos

Remédios específicos para ajudar o coração a bombear o sangue com menos dificuldade. Os principais incluem:

  • Betabloqueadores
  • Vasodilatadores: Inibidores da enzima conversora de angiotensina ou bloqueadores do receptor de angiotensina.
  • Antagonista de mineralocorticoides

– Medicamentos que ajudam a estabilizar a placa de gordura:

  • Estatinas de alta potência.
  • Associação com outras medicações que reduzem o colesterol caso necessário.

Cateterismo e Angioplastia:

– Trata-se de um procedimento minimamente invasivo onde um cateter de pequeno calibre é inserido através de uma punção arterial (no braço ou região da virilha) até as artérias do coração.

– Neste exame é identificado se existe ou não obstruções nas artérias do coração.

Em casos onde a artéria está obstruída, pode-se colocar o Stent (uma espécie de mola) que dilata a região entupida e a artéria do coração volta a ter um fluxo de sangue normal.

Para mais detalhes sobre o procedimento de cateterismo, CLIQUE AQUI.

Cirurgia de revascularização do miocárdio (pontes de safena):

Indicada em casos mais graves e complexos, onde as artérias são desobstruídas por meio de um desvio feito com outros vasos sanguíneos.

Trata-se de um procedimento mais invasivo, com necessidade de maior tempo de recuperação.

Possíveis Sequelas do infarto

Mesmo com um tratamento eficaz, o infarto pode deixar sequelas que afetam a qualidade de vida do paciente e prejudicar seu retorno em sua atividade laboral e física.

– As mais comuns incluem:

Insuficiência cardíaca:

– O coração pode perder parte de sua capacidade de bombear sangue adequadamente. Pode gerar sintomas de falta de ar, cansaço e dificuldade de realizar esforço físico.

– Caso queira saber mais sobre a insuficiência cardíaca, CLIQUE AQUI.

Arritmias:

– Podem ocorrer vários tipos de alterações nos batimentos cardíacos, que podem ser leves ou graves. A maioria delas existe tratamento e exige acompanhamento de perto!

– Caso queira saber mais sobre as arritmias cardíacas e palpitações, elaboramos um artigo bem completo sobre o assunto, CLIQUE AQUI.

Redução na capacidade física:

Cansaço excessivo e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Ansiedade e depressão:

Condições psicológicas que podem surgir devido ao impacto emocional do episódio.

– Por isso, o acompanhamento após um infarto é fundamental para monitorar essas condições e evitar novos episódios.

Acompanhamento Após o Infarto

– O cuidado não termina no hospital. Após um infarto, é ESSENCIAL seguir uma rotina de acompanhamento com um cardiologista.

– O Dr. Fernando Chiodini é especialista em acompanhamento de pacientes após infarto e já ajudou vários pacientes a ter uma ótima qualidade de vida.

Alguns dos passos incluem:

Mudanças no estilo de vida:

  • Adotar uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, grãos integrais e com pouco sal e gorduras saturadas.
  • Praticar atividade física regular, conforme orientação médica. Sempre com avaliação médica!
  • Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool.

Uso de medicamentos:

  • Após o infarto, todos os pacientes precisarão usar medicamentos específicos. O grande objetivo destes remédios é reduzir a chance do paciente ter um novo episódio de infarto.
  • Existem outras medicações que podem ser utilizadas para trazer qualidade de vida ao paciente, caso necessário.

Reabilitação cardíaca:

  • Programas de reabilitação oferecem suporte para melhorar a saúde física e emocional, incluindo exercícios supervisionados e orientações.

Consultas regulares:

  • Monitorar fatores de risco como pressão arterial, colesterol e glicemia é crucial para evitar um segundo infarto.

Conclusão

– O infarto é uma condição grave, mas com prevenção e tratamento adequado, muitas vidas podem ser salvas.

– Saber reconhecer os sintomas, buscar ajuda rápida e seguir as recomendações médicas são passos essenciais para cuidar do seu coração.

– Lembre-se: a sua saúde cardiovascular está em suas mãos. Procure seu cardiologista regularmente e cuide-se!

– Caso queira mais informações ou agendar uma consulta, estamos à disposição para ajudar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *